sábado, 28 de março de 2009

Meu Desespero...É Você.


Escutas o meu chamado?
Ouves que eu grito teu nome?
Minhas mãos te acenam vês?
Estou desesperada...
Não sentes que sou somente esse grito?
É uma dor que me corta a alma.

Meus versos são escuros e não vês.
A indecisão é minha palavra.
Estou entre as lágrimas desse pranto e não vês...

Mas eu estou...
Estou a todo tempo a te chamar, a te gritar...
Preciso encontrar a luz que se escondeu de mim
Essa luz vinda de teus olhos...

Meu Amigo...


Hoje resolvi visitar um amigo que amo.
Sentei em suas areias para tentar encontrar uma razão para tudo isso que vivo.
Fim de tarde... Sol se despedindo... Brisa gostosa...
A espuma tocando meus pés... Que delícia...
Amo o mar, amo as ondas, amo seu cheiro.
Sou capaz de ficar horas só olhando o bater das ondas.

Morei quatro anos em frente ao mar e não houve uma noite que eu não andasse por suas areias molhando meus pés.
Quando não, ficava da minha varanda escrevendo meus poemas vendo a noite chegar e ouvindo só as ondas baterem, pedindo que voltasse a ser só meu, ansiava pelo vazio.
É engraçado isso, só gosto do mar à noite.

Que saudade sinto...
Pena estar tão longe agora para passear na areia... Não pela distância, mas pela possibilidade.

Mas hoje, me dei esse prazer.
Revi meu doce encantamento, caminhei sentindo um prazer inexplicável,
Pena que cansei muito rápido...
Sentei bem na beirinha abracei as pernas e esqueci do mundo, me isolei de tudo.
O amigo se fez meu confidente, contei sobre todos os meus medos, todos os meus anseios toda essa angustia que está me matando aos poucos.

Minhas lágrimas se misturaram as ondas, mas a sensação foi gostosa, e senti que cada vez que meu corpo sacudia com meus soluços, ele vinha me beijar, era como se pedisse para eu parar de chorar.
E pensar que ali tantas vezes deixei minhas loucuras e gargalhadas, hoje, deixei meus medos, minhas lágrimas, meu coração e minha alma...

Percebo que ali quero estar para sempre, não na casa, não na varanda, mas sim, sentada à beira do mar...

Não Sou Triste.


Eu deveria escrever coisas alegres... Deveria?
Muitos amigos condenam-me por falar de tristeza.
Mas... Se está chovendo como posso dizer que está sol?
Como posso sorrir quando meus olhos estão em lágrimas?
Eu apenas estou triste...
Mas não sou triste...

Essa dor que rasga a minha estrada não é eterna.
A esperança está aí para quem quiser.
Ela é livre.
Eu a tenho juro.
Em tudo que escrevo ela deve estar lá escondida em algum pedaço de frase.
Nunca apresento uma fonte que esteja completamente seca.
Em todos os meus riachos rola sempre uma gota de esperança.
Até os meus desertos, totalmente áridos, nunca os mostro plenamente ressequidos...
Pelo menos, um pingo de lágrima encharca a sua solidão.

Afirmo: Não sou triste! Estou triste.
Mas... Há de haver em qualquer ponto do futuro, um dia em que estarei chorando alegria.
Não hoje, que sorrio lágrimas.

Estou aqui...


Estou aqui...

Prisioneira e constante...
Perdi-me em meus sonhos, em meu tempo, em meu temporal.
O que fiz?
O que quero provar a mim mesma?
Tudo o que já sei de mim é suficiente para manter-me aqui, prisioneira constante.
Conto meu tempo não mais por horas, e sim por minutos e segundos e da pior forma pude descobrir que realmente eles não passam.
Não... Eles não passam sem você...

Mas quem é você afinal? Eu não sei...
Não te conheço...
Você existe realmente? Será que criei você? Você é minha imaginação?
É uma força maior que eu, é essa sensação deliciosa de te ter em meus anseios, em meus sonhos, em meio aos meus desejos e alucinações...

Preencho-me de ti...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Você... Arrepios... Beijos


Entre palavras e rabiscos vou levando meus dias, e neles... Você.
Mas é um você tão presente que me atordoa, que me tira o chão, que me causa arrepios,
É um você tão em mim que fecho os olhos para senti-lo... Adoro o que sinto...
Adoro quando sinto esse arrepio, ele vem cheio de você...
Estremeço, amoleço e me entrego... Entrego-me a você.

Sinto-te tão perfeitamente que chego a suspirar de prazer, a quentura do seu corpo, as batidas do seu coração, o abraço gostoso e calmo.
É você quem está aqui, agora e em mim...
Está em meus sentidos, em meu pensamento, em minha vontade...
Está entre meu grito mudo e a paz que sinto,está no cheiro que imagino, está em meus poros que estão nesse arrepio louco...

Sente meu coração... Ele descompassou... Já não cabe em mim essa vontade da entrega, já não me cabe a vontade de sentir teus lábios nos meus, bem devagar, começando macios e suaves e rompendo em ardor.. Alternando entre beijos alucinantes, calmos, selvagens e mansos...

Beija-me, encosta teu lábio bem devagar, sinta o roçar dos nossos lábios, sinta a quentura da minha respiração em tua boca... Bem devagar e aos poucos vai me consumindo, vai entrando em mim com seus beijos, me deixe tonta, sem ar, deixe que eu respire junto com você nessa troca de carinho que é o beijo...

Sinta a vontade, o desejo em nosso beijo, sinta o corpo pegando fogo, me toque, sinta minha pele arrepiada, sinta meu desejo por você, me percorra com as mãos, deixa eu te percorrer, te conhecer no toque, me abrace cada vez mais forte, sinta que a vontade da entrega fugiu ao controle...

Beija-me e Tenha-me... Beija-me e Envolva-me... Beija-me e Percorra-me...
Beija-me e Sinta-me... Beija-me e Possua-me...
Beija-me... Beija-me... Beija-me

Você quer fazer amor comigo?


-Você quer fazer amor comigo?
Linda pergunta não? Muito diferente de:
-Vamos transar?

Transar pode ser com qualquer um, fazer amor tem que ter química, rolar sentimento nem que seja um pouquinho de carinho.
Fazer amor... Eu suspirei até... Você não?
Então faz amor comigo vai?
Ou será que você só transaria?
Quando se faz amor não são necessárias bebidas finas, lugares chiques, sinceramente nem lençóis de cetim, tudo bem que o geladinho junto com o calor dos corpos é gostoso.
Óleos nem sempre ajudam mesmo que esquentem e sejam picantes, dando aquela sensação gostosa de formigamento, mas na hora da pegada escorregar não vale a pena, o bom é sentir firmeza nas mãos puxando pra si.
E por falar em mãos... Como elas falam, percorrendo todos os caminhos em que a boca vai passar.
Uma coisa não pode faltar, um som, de jeito algum, por mais que a certa altura você nem escute, quando começar a gemer de prazer...
Falando em som, todos nós temos uma preferência, mas convido a fazer amor comigo ouvindo Mariah Carey, não qualquer música, tenho certeza que sem tocar em suas partes íntimas você chega ao ápice da loucura.
Principalmente se você se render a mim, não pode ter preconceito, nem ter que demonstrar masculinidade.
Você deixaria eu te percorrer com as mãos e a boca?Render-se-ia a mim?
Então vamos fazer amor?

Apague as luzes, só na penumbra, abra a janela deixe o vento bater na cortina, deixe entrar o cheiro da noite,prepare-se já estou chegando ,sente meu perfume? Deite-se nu no meio da cama, ligou o som? Pode ser Endless Love, My All, I’ll Be Ther, Without You, Whenever You Call, tem outras, mas eu levaria muito tempo e você está esperando lembra?
Vai, deita no meio da cama, jogue seus braços pra cima para poder agarrar algo firme quando eu começar, abra suas pernas não muito, fique bem relaxado. Feche os olhos, sinta a música, me sinta chegar bem leve, sinta meu cabelo roçar em você, agora minhas mãos, te percorrendo mansamente, de olhos fechados vai, só sentindo, a música se confunde com seu corpo arqueando não é?
Sua respiração está acelerando? Não vou tocar em seu sexo mesmo que implore. Você pode deitar de bruços para eu continuar? Sem pudores eles já não existem...
Sente meus dedos em sua nuca?Minha boca em seu pescoço?Meu sussurro em seus ouvidos?Estou pedindo para que seja sua vez de me levar a loucura, lembre-se sem encostar-se às minhas partes íntimas, é minha vez de arquear ao sentir suas mãos, é minha vez de me contorcer de prazer entregue a suas carícias... Não peça que eu vire, faça isso me puxando bem devagar, percorra minhas costas com as pontas dos dedos dando pequenos apertos, levante-me pela cintura e encoste-me a seu peito, pode sentir o calor? Beije-me... Agora você faz amor comigo?

Isso seria uma simples transa?
Ninguém perde tanto tempo para transar apenas, e olha que foi só o começo, ainda tem muito por fazer, são quatro mãos, duas bocas ávidas por toques, gostos e mistérios.
Fez diferença para você? Amar é lindo... Transe se assim quiser, mas vez ou outra faça amor.

Eu sei que não sou eu... mas


Mesmo sabendo que não sou eu quem povoa teu pensamento, que não mora em teu coração...
Mesmo sabendo que não sou eu quem tira teu sono, que não mora em teus olhos...
Mesmo sabendo que não sou eu quem te cobre o corpo, que não beija tua boca...
Mesmo sabendo que não sou eu quem mora em tua fantasia, que não sente tuas mãos...
Mesmo sabendo que não sou eu quem te leva a loucura, que não tem teus carinhos...
Mesmo sabendo que não sou eu quem te chama de amor, que não escuta o teu meu amor...
Mesmo sabendo que não sou eu quem te realiza como homem, que não te conhece ao sair de você...

O que sei me basta...
Sei que você ronda como fantasma em minha imaginação... Enlouqueço.
Sei que te uso para satisfazer os meus desejos... Excita-me.
Sei que te beijo como se eu saísse do chão... Arrepios.
Sei que te escuto em meus sentidos... Sussurros.
Sei que tu cobres meu corpo em meu pensamento... Desejo.
Sei que te realizo em mim... Êxtase.
Sei que me realizo em você... Faço amor.

E o que sei também e preciso que você saiba.
É importante para mim que você saiba... Que...

Eu nunca vou te procurar... Só em sonho.
Eu nunca vou te ligar... Só te espero.
Eu nunca vou te ver... Só em minha imaginação.
Eu nunca vou te conhecer... Só em mim.
Eu nunca vou fazer amor com você... Impossível.

Acordei... Ou nem dormi?



São 6 horas da manhã,meus olhos estão ardendo,parecem cheios de areia.
Foram apenas duas horas de sono e mesmo assim já estou com caderno e caneta na mão.
Já me pego aqui falando em você.
O que é isso?
Já não sei distinguir se me faz bem ou mal.
Como posso desejar tanto o “impossível?”.

É engraçado ver que já separei tantas coisas para nós, mas foram feitas só de mim.
Nesse caso o pronome “Nós” é formado por Eu +Você e essas são feitas só de mim e nem sei se você quer participação.
As coisas são feitas dos meus pedaços, meus sonhos e pesadelos, dos meus cheiros e gostos, das minhas escolhas tão somente.

Fico tentando juntar frases soltas, mas me perco, leio as frases e entendo o que quero entender.É... Fiz um mundo para esse Nós que não existe, são músicas que ouço mais de mil vezes e me fazem viajar até você, são imagens que imagino serem esse Nós Inexistente.

Você acredita que sinto vergonha do que escrevo?

Aí o que acontece é senão imaginá-lo rindo debochadamente de mim.
Xingo-me, acho-me tonta, e digo que não faço mais, aí você aparece,telefona e reboliça tudo, e eu... acabo fazendo tudo outra vez.

Que força é essa que você tem sobre mim?
Será que mais alguém se expõe tanto assim como eu?
Que seja...
Me pego perguntando o que quero de você afinal? ... E o que será que você quer de mim? Sem resposta... Não consigo encontrá-la... Nem quero...
Ainda bem que posso ter você assim... Não me basta, mas é ao que me proponho.
Você diz que comigo as palavras saem, mas esqueceu de dizer para onde elas vão, eu não as encontro, me mostre o caminho que devo tomar, por favor, preciso encontrá-las.
Os seus enigmas... Eu os releio mil vezes e faço a escolha que mais me agrada.
Talvez para acalmar meu coração...

Hummm... Acho que vou adormecer... Queria você aqui agora, deitado de conchinha, ouvindo a música gostosa... Meus olhos estão fechando devagarzinho enquanto escrevo, está tão bom...
Essa é mais uma oportunidade para encontrar você...

Será que você vem?
Vem... Vem sim...

Deita aqui bem coladinho,

me abraça,

dorme comigo...

Vem dançar comigo?



Vem... Encosta teu corpo no meu, me abrace, me envolva...
Encosta teu rosto no meu, chega bem pertinho.
Deixe-me sentir tua respiração em meu pescoço.
Deixe-me sentir o perfume dos teus cabelos...
Deixa-me senti-los em meus dedos...

Vem dançar comigo...
Deixa que a música suave embale nossos corpos mansamente.
Você ouve a música? Eu não... Só sinto...

Teu corpo, teus braços, teu perfume, teu coração...
Teu corpo encostado ao meu só me deixa sentir a volúpia do teu desejo...
Assim dançando bem coladinho... Eu sinto você...
Mas você pode ouvir meu desejo...
Escuta o arfar do meu peito, meus seios encostados em você eles não tem como mentir e também porque meus gemidos entrecortam minha respiração.

Vem dançar comigo...
Vem... Se entregue a esse clima gostoso.
Sinta-me e me deixe senti-lo...
Mesmo que a música pare de tocar...
Continue abraçadinho comigo, ela continua dentro de nós.
Não em meus pensamentos, pois já não ouço mais nada...
Como já disse... Eu só sinto...

E você o que sente agora?
Vontade?
Vontade de dançar comigo?
Vem...
Vem dançar comigo...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Noite...


E veio a noite, a noite que tanto esperei
Que planos fiz, decorei poemas, copiei e colei palavras...
Palavras que me desvendaram os sentimentos, que mostraram minha alma.
De sentimentos, juntando pedacinhos de mim...

Eu tinha tanto para falar, tanto para mostrar, mas estou sozinha,
Pensando em tudo que fiz, em tudo que planejei...
Vejo que só desejei a noite o meu dia inteiro... E...
Estou sozinha...

Mas mesmo que eu tentasse amanhã esquecer
Sei que desejarei a noite assim que meus olhos abrirem
E estarei catando meus cacos e colando...

Mas na minha vida nada copio,só colo...
Ah noite, não me machuque mais...
Não me desespere assim...

Entre Sonhos...E...Pesadelos


Meu coração está aflito...
Já não sei o que sinto, entre tantos sonhos tinha que ser esse a me machucar?
Sonho impossível feito de fantasias e fantasmas...
Sonhos que jamais poderão ser escritos na areia, nas árvores...
Não entendi o que esse meu momento frágil me fez.
Não quero entender...
Quero apenas vive-lo, com toda intensidade que eu puder.

Mesmo que busque formas de enganar a mim mesma,
Mesmo sabendo o tanto que machuca o impossível...
O sonho... Feito de meu sonhar apenas, feito de poesias.
Feito de espera, de rimas, de palavras.
Sonhos... Que criei para mim...
Tento buscar respostas, mas só consigo criar mais sonhos,
Que em meu coração se tornam pesadelos... De tanto que doem...
E de sonhos e esperas vou vivendo, vivendo na angustia de saber que a espera,
Jamais terá fim...

É essa aflição que me perturba...
Roubando-me a sensatez e a razão
Estou com medo, medo de me perder, de já não saber o certo e o errado.
De me perder no caminho que não me levará ao lugar que quero estar...
De me perder em meus sonhos...

“Serão sonhos apenas...
Sonhos de olhos abertos...”

terça-feira, 10 de março de 2009

Amantes...


A noite chega e me apavoro,
O sono parece querer distância de mim,
Meu corpo jogado sobre o sofá se contorce,
Minha mente está livre de qualquer sono, nada me faz adormecer.
Procuro calmantes, cambaleio pela casa, meu corpo está dormente,
Nada... Nada encontro, volto a deitar.

Canto canções que recordam coisas boas de nossas vidas,
Revejo nossos momentos,
Ouço suas palavras, sinto seu cheiro em seu casaco... Enrolei-me nele,
A saudade é forte e se torna cada vez maior e o sono não vem,
Nada me tira você da cabeça;

Mordo minhas mãos e me aperto,
Não... Não quero lembrar de nossos abraços loucos,
Nossas carícias proibidas,

Não... Não quero sentir o que sinto agora.
Essa vontade louca de te amar,
De me entregar e me deixar cair semimorta em seus braços.

Sinto ainda a leveza de sua mão em meu sexo,
Meus seios intumescem ao lembrar,
Quase posso sentir sua boca neles.

Não... Serei forte não deixarei que esta louca paixão me leve a cometer atos que depois me apavoram e constrangem.

Não... Serei forte e conseguirei adormecer sem que nada aconteça.

Aperto meus olhos como se os obrigassem a fazer minha mente apagar.
Estou cansada...
Não consigo entender o porquê de toda essa aflição,
Que noite louca, tenho tido muitas iguais ultimamente admito.

Quero mentir para mim mesma, mas é impossível,
Tudo que vejo ou toco me lembra e me faz sentir tua presença,
Não... Não tenho explicações.

Volto para o sofá, não quero mais dormir,
Ao encostar minha cabeça, fecho os olhos e sinto uma leveza se apossar de mim,
Sinto você, sinto o prazer.
Sinto latejar seu amor em mim,
Ritmos acelerados,
Entrego-me...

Sei que adormeci,
Pois acordei com o som dos meus gemidos...

Foi no sonho que te tive...
Foi no sonho que fui sua...
Foi no sonho que te amei...
Foi no sonho que me entreguei a você.

E sei, passarei várias outras noites no sofá esperando que você chegue.
E tenha um tempo para me amar...

Fazer Amor...





Olhos nos olhos, arrepios...
Os dedos se mexem copiando os traços...
Os corpos se encontram... Tocam-se... Puxam-se...
Os braços se esticam... e transformam-se em abraço...
Os abraços se dão, as mãos correm por caminhos ainda desconhecidos,
Bocas se colam... Se beijam... Se lambem... Se sugam.
Procuramos estradas que levam ao fim,
Mas não é senão o início...

As bocas trêmulas correm todo corpo,
Pescoço... Peito... Seios... Sexo... Todo corpo...
Gritos selvagens ecoam... Suspiros... Respirações aceleradas,
Corpos suados,
Mãos correndo curvas... entrando em túneis escuros e escorregadios,
Bocas se atropelam, orelhas... Sussurros... Gemidos,
A sede, o suor, a volúpia, o desejo, a necessidade, a ânsia,
Os corpos se contraem... Soltam-se... Ficam leves,
Encontram-se em uma só busca... Cabem-se,
Penetram e encaixam, rompem e se apertam,
Os gritos ecoam,
Respirações aceleram e confundem-se com as palavras,
Os ritmos fazem o ritual,
O galope lento se torna forte e rápido,
As emoções, as necessidades se combinam,
As posições variadas...
Chegamos ao meio...

O toque da beleza,
O absurdo se torna possível, desejado,
Conhecemos outros caminhos para o prazer,
Nossas emoções não mais se submetem a demora
A necessidade se torna acelerada o seu prazer se confunde com meus gritos,
Esquenta-me a espinha,
Sua delícia se torna pesada
Seu corpo cheiroso de suor torpe agora, escorregadio...
Meus atos ainda buscam a realização
Seus toques aceleram meus pulsos,
Seus dedos me desenham, sua boca me procura,
Vejo clarões, tenho alucinações,
Estou no auge da loucura, da explosão,
Estremeço e te sigo...
Entramos por mundos iguais,
Chegamos ao fim...

Deitados lado a lado, exaustos, suados e deliciosamente flutuantes,
No ar, paira a promessa...
Para um novo início, meio e fim.

“É só o amor que busco em você,
Assim tão belo nunca se viu...”