sábado, 15 de março de 2014

Tarde Quente do Seu Corpo...!


O gelado da sua sala causava um certo arrepio, sempre esquecia de pedir que consertassem o ar, mas sabia lá no fundo de si mesma que a sensação era do seu corpo, uma quentura inexplicável. Não podia pensar, não deveria pensar, muito menos sentir certas coisas. A tarde corria tranquila, algumas correções mais e poderia fechar seu projeto. Mas o pecado, o danado do pecado sempre mora ao lado, isso não ajudava em nada. Um sorriso travesso, um suspiro mais fundo e o sacudir de cabeça em negativa, como se o movimento pudesse livrá-la do pensamento. Precisava se concentrar no trabalho. Mas as palavras fugiam como por encanto. Que poder desconcertante os acontecimentos causavam.
Precisava se concentrar e ponto, mesmo sentindo a sensação nessa tarde quente do seu corpo. Levantou, andou de um lado para o outro e não havendo outro jeito, decidiu pela imensa estante, carregadinha de seus maiores socorristas nessas horas. Puxou a escada que deslizou sobre as rodinhas e subiu. Livros e mais livros, aleatoriamente pegou um, virou-se de frente na escada, mania horrível que sempre teve. Fazia um giro sobre o degrau brigando com os saltos do seu sapato e começava a leitura ainda na escada. 
Conseguiu se concentrar no que precisava, sendo trazida de volta pelo susto quando a porta da sua sala bateu e aquela corrente elétrica percorreu seu corpo o esquentando ainda mais. O viu trancar a porta e encostar nela com olhos ameaçadores, ela tentou descer depressa, mas prendeu o salto no degrau quase caindo, malditos saltos, maldita mania...! Bastou apenas uma fração de um precioso segundo para que aquelas mãos grudassem nela e aqueles olhos a devorassem. O coração dela não batia, e sim, socava em seu peito. Não se perguntou e agora, até porque, o agora já era o instante em que mãos quentes a seguravam e uma voz em um riso sacana dizia: - Que cena deliciosa... A minha linda professorinha quase caindo da escada. Posso ajudar a bela indefesa?
Não adiantaria gastar palavras, ela não estava em posição de argumentar, aceitava a ajuda ou despencava da escada. Percebeu que as mãos já não estavam ali para ampará-la na descida. Elas entravam mansamente por debaixo de seu vestido, deslizando em suas coxas, causando mais calor naquela tarde quente do seu corpo. Aqueles olhos tinham o poder de imobilizá-la, aquele sorriso cínico, aquela voz rouca, nossa, ele era só pecado. Não conseguia se desvencilhar, e sentiu, ahh ela sentiu... Sentiu que os dedos dele puxavam sua calcinha. Anteviu o que aconteceria ali na escada. Sensações misturadas de desespero e prazer, os dedos deslizando suavemente em suas pernas ao tirar a única barreira que existia. Não, ela não queria se desvencilhar e sentiu a boca quente bem devagar percorrer cada pedaço de suas coxas, a língua lambendo cada poro dela. Ainda pôde ver sua calcinha no chão, mas as mãos dele seguravam seu vestido em sua cintura e a prendiam mais ainda na escada. A boca acariciava, ansiava, desesperava e separava suas coxas. A língua quente e maliciosa a fez contorcer de prazer ao tocar sua parte íntima, lambia devagar e apressada, arrancava gemidos, a boca sugava e a língua lambia, sugava, lambia, enlouquecia, tiravam qualquer controle, era só entrega, prazer, dor e ardor. Que mundo louco era aquele que ela acabara de entrar? Não importava no momento, ela quis mais e mais, até não conter seus atos, arqueou o corpo e puxou a cabeça dele quase para dentro de si e explodiu em um gozo alucinante naquela boca deliciosa que dava o maior e melhor prazer desse mundo. Com olhos safados ele a escorregou para si, apertou-a em seu peito, ela pode sentir o descompasso do coração dele em sua pele, ele gemeu o nome dela entre beijos, prazer e palavras desconexas. Girou com ela presa em seus braços no meio da sala, empurrou o que havia sobre a mesa para o chão, a deitou e continuou enlouquecido e enlouquecendo com o desejo de tê-la, ali, na mesa dela, na sala dela que nunca lembrava de mandar consertar o ar condicionado. Ele a olhou deitada, deliciado apertou os olhos e suspirou gostoso com uma mistura de incredulidade e recompensa. A devorou em beijos, arrancou seu vestido e as roupas dele quase no mesmo instante. Saboreou o corpo dela com os olhos e caras de extremo prazer, ensandecido a desenhou com a ponta dos dedos, desenhou caminhos, desenhou a mulher que o enlouquecia. Espalmou seus seios, brincou com os mamilos, sugou deliciosamente, desenhou seus lábios, outra vez a puxou para seus braços, apertando bem rente em seu corpo, beijou seu pescoço, seu rosto, seus olhos, sua testa, sua boca, olhou fixamente nos olhos dela e disse com a voz rouca e embargada de prazer: - Não é loucura porque você sempre foi minha...! E a penetrou forte, tão fundo, tão quente, tão dela, e a fez dele, só dele, tão dele, na volúpia, no prazer e na intensidade.  Se desejaram juntos, gemeram juntos, gozaram juntos no momento em que ele se perdeu para sempre dentro dela e ela, se perdeu nesse mundo louco que acabara de entrar...!

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