quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Posso Te Falar de Amor...?


As lembranças dos segredos contidos em um diário 
e um amor não correspondido fazem seu coração voltar a bater forte...!
Nunca desejou que o sofrimento se tornasse tão palpável, 
nem para ela nem para ele.
Era feliz em sabê-lo feliz, não importando a quem amasse, 
a quem desvendasse seu corpo.
Não se importava em ouvi-lo contar de todas as suas conquistas, 
umas pela manhã logo cedo, no meio da tarde, outras no meio da noite... 
Queria tê-lo por perto, mas sempre afirmou que nunca seria uma delas.
Ela o amou, sim, um amor diferente, amigo, ombro, paciente, calmo, 
tranquilo, amor de risos, de palavras soltas, sem cobranças, 
sem pedir, sem dar, sem povoar, sem que a mesma Lua os clareasse, 
sem que o brilho das estrelas tocassem seus cabelos no mesmo instante, 
sem sorrisos nos olhos, sem beijos, sem abraço de aeroporto. 
Das coisas que ela não disse restou o que lhe vinha ao coração. 
Não entendia sentimentos sem sentido. Não entendia completar sem preencher.
Só sabia da falta nos dias, do carinho na voz, das músicas que marcavam, 
da alegria na garganta feita em gargalhadas, entendia que ele existia 
e que era bom demais tê-lo em sua vida. 
E um dia, como ela o chama, um dia mal, veio um pé de vento tão forte 
que derrubou tudo, arrancou raízes, deixou muita dor e nesse dia, 
não bastasse os estragos, ela soube o que era ser esquecida, ignorada, 
palavras cruéis a ela chegavam como punhais furando a carne, 
soube que todo amor que dedicou foi resumido em uma só palavra: "problema".
Dizem que ela ainda sente saudade, mas ela volta para o vilarejo que mora, 
em silêncio, deixando em seu caminho palavras ao vento. 
Dizem também que ela ainda o ama do mesmo jeito, 
que já decidiu tantas vezes esquecê-lo, que já o maltratou dentro dela,
 em suas páginas do diário, mas amor quando é diferente deixa marcas 
que nem as mágoas causadas são capazes de apagar.
Dizem que ele nunca mais quis saber dela, 
que nunca mais a procurou, que a odeia tanto tanto tanto, 
que nem seu nome é capaz de pensar, falar e muito menos capaz de ouvir. 
***
"Com uma sinceridade profunda devo dizer que
a vida cobra limites e cumpre o seu papel...!"
http://youtu.be/BkdB3zlL128


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