O amor antigo vive de si mesmo
Não de cultivo alheio ou de presença
Nada exige, nem pede
Nada espera, mas do destino vão, nega a sentença
O amor antigo tem raízes fundas
feitas de sofrimento e de beleza
Por isso mergulha no infinito
e suplanta a natureza
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante
o antigo amor, porém nunca fenece
e a cada dia surge mais amante
Mais ardente, mas, pobre de esperança
Mais triste? Não. Ele venceu a dor e
resplandece no seu canto,
tanto mais velho, mas com tanto mais amor...
***
"Falar de amor à beira do abismo... Irônico...!"
http://youtu.be/iqVZdUGM7Jg
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